É interessante observar como algumas culturas costumam se planejar muito melhor que nós, brasileiros. Em viagem a San Francisco (California), tive a oportunidade de visitar um evento financiado pela American Red Cross, Corpo de Bombeiros e algumas outras companhias americanas.
O evento trazia diversos stands com representantes da Red Cross, bombeiros e outras organizações especializadas no preparo e planejamento da população da cidade para enfrentar terremotos e suas conseqüências. A Califórnia está localizada em uma região onde terremotos são freqüentes, portanto, o preparo da população é fundamental. As fotos a seguir são do evento, que ocorreu no centro da cidade:
Visão geral do local do evento, no centro de San Francisco.
Stand do NERT (Neighborhood Emergency Response Team).
Treinamentos gratuitos sobre como agir na ocorrência de um terremoto ou suas consequencias.
Uma das organizações presentes no evento, o NERT (Neighborhood Emergency Response Team), do Corpo de Bombeiros, ministra um programa de treinamento gratuito para a comunidade que visa ajudar as pessoas a se organizarem quando um terremoto acontece. Eles oferecem um treinamento de 20 horas, com seis subtemas a serem tratados, inclusive animais de estimação, pois há orientações específicas para se lidar com eles. É obrigatório que todos tenham um kit com roupas, água, dinheiro e outros itens, em casa, no carro e também no trabalho, para o caso de uma evacuação. O NERT aconselha às famílias que façam um plano para se prepararem para desastres, e isso inclui treinar as crianças, inclusive pequenas. Mais informações aqui:
Outra questão interessante é a dos animais de estimação. Há orientações para as pessoas saberem como lidar com seu animal na ocorrência de um terremoto, para onde levá-lo, etc. A figura abaixo ilustra as orientações:
Um material interessante da Red Cross para crianças é a cartilha, para ensinar o que fazer quando acontece um terremoto, para onde ir. A capa está ilustrada abaixo. Não seria uma idéia excelente e simples para se implementar nas escolas brasileiras, com relação à enchentes e deslizamentos?
A região da Baía de San Francisco está na expectativa de um grande terremoto, até o ano de 2030 (cerca de 70% de probabilidade de ocorrência), por isso as autoridades já estão se ocupando de criar programas para preparar a sua população. Tendo em vista que na história da cidade já houve terremotos catastróficos, não há limites quanto ao planejamento para enfrentar um grande desastre. O investimento nessas ações é grande.
O Brasil não tem terremotos ou furacões, mas estão ocorrendo desastres com conseqüências mais graves que os grandes terremotos da Califórnia, devido ao despreparo da população e das autoridades. O hábito do planejamento (para tudo), precisa ser cultivado na cultura brasileira, para que o país possa se tornar mais resiliente e sustentável. Um aumento do PIB não significa muita coisa quando se trata de sustentabilidade. De que adianta o PIB crescer, se a população não tem condições de se desenvolver plenamente? Ainda há muito trabalho pela frente para o Brasil poder se considerar um país em verdadeiro progresso.
domingo, 18 de março de 2012
domingo, 12 de fevereiro de 2012
O que é qualidade de vida para você?
Poderíamos ouvir diversas respostas, como, ter dinheiro, emprego, uma casa, carro (ou mais de um, para alguns), férias, etc. Para outros, é ter saúde ou comida. Ou ainda viver em um local tranqüilo, sem trânsito e barulho. O que algumas pessoas enxergam como qualidade de vida, não é importante para outras. Para alguém desempregado, a última preocupação é com a poluição do ar. Portanto, para se ter qualidade de vida, para que ela exista, é necessário primeiro existir equidade social. Sem isso, não se pode falar em qualidade de vida.
Com este post, tenho a intenção de ajudar a quebrar alguns paradigmas, tais como, para os que moram em cidades grandes, a poluição (do ar e sonora), parecem ser o preço a pagar por morar em um local tão “completo”. Mas não tem que ser assim.
Segundo um relatório de qualidade de vida feito pela agência ambiental alemã, a World Health Organization (WHO), o planejamento urbano é um fator determinante para a saúde e também para o desenvolvimento econômico, tendo em vista que uma cidade agradável para se viver atrai mais pessoas e influencia na decisão de mudança de outras. Isso conta para a economia.
A poluição sonora, tão freqüente nas cidades, e tão banalizada, afeta a saúde humana, e com isso, a qualidade de vida, já que interfere no sono, no trabalho e estudo e até mesmo na comunicação. A exposição crônica ao ruído está associada à elevação do risco de doenças cardíacas e problemas de audição, e até mesmo impactos na saúde mental, podendo ser potencializados com a interação com a poluição do ar, por exemplo. As principais fontes de poluição sonora são as vias de trânsito e os aeroportos, e costumam ser mais altas em áreas de alta densidade populacional. Daí a importância do planejamento urbano. Não é apenas lotear e vender tudo a preços estratosféricos.
Um outro fato interessante sobre saúde nas cidades, é que nas áreas mais abastadas a população faz mais atividades físicas, do que em áreas menos privilegiadas. A mesma dinâmica ocorre em áreas mais seguras e menos seguras. Estudos holandeses demonstram que crianças com mais acesso a áreas verdes e atividades ao ar livre são mais ativas fisicamente, e, portanto, 40% menos propensas à obesidade. Além disso, soma-se o fato de que crianças com mais contato com a natureza mostram níveis de atenção mais altos na escola, quando comparada com crianças que não tem os benefícios dos espaços abertos.
Com relação à habitação, a má qualidade do ar interno, dos materiais de construção e a falta de manutenção influenciam na saúde dos moradores. É bom pensar nisso ao construir e ao manter sua casa.
Portanto, cidades compactas, baseadas em transporte público eficiente e aliado às áreas verdes e ciclovias podem oferecer um incrível aumento na nossa qualidade de vida. E também para o desenvolvimento sustentável.
Por fim, o consumo consciente tem um papel fundamental para a qualidade de vida nas cidades. Os resíduos são diminuídos e gastos e emissões do transporte de mercadoria podem ser também reduzidos. É de extrema importância adotar um estilo de vida mais simples, para se ter mais qualidade.
É fato que as autoridades locais têm o PODER E A RESPONSABILIDADE de regular e gerenciar as políticas urbanas, e programar estratégias e planejamento que são do interesse DA POPULAÇÃO.
Dá para concluir então que hoje, são as cidades e as autoridades (ou seja, quem leva o nosso voto) que determinam nossa qualidade de vida. Já parou para pensar nisso?
Com este post, tenho a intenção de ajudar a quebrar alguns paradigmas, tais como, para os que moram em cidades grandes, a poluição (do ar e sonora), parecem ser o preço a pagar por morar em um local tão “completo”. Mas não tem que ser assim.
Segundo um relatório de qualidade de vida feito pela agência ambiental alemã, a World Health Organization (WHO), o planejamento urbano é um fator determinante para a saúde e também para o desenvolvimento econômico, tendo em vista que uma cidade agradável para se viver atrai mais pessoas e influencia na decisão de mudança de outras. Isso conta para a economia.
A poluição sonora, tão freqüente nas cidades, e tão banalizada, afeta a saúde humana, e com isso, a qualidade de vida, já que interfere no sono, no trabalho e estudo e até mesmo na comunicação. A exposição crônica ao ruído está associada à elevação do risco de doenças cardíacas e problemas de audição, e até mesmo impactos na saúde mental, podendo ser potencializados com a interação com a poluição do ar, por exemplo. As principais fontes de poluição sonora são as vias de trânsito e os aeroportos, e costumam ser mais altas em áreas de alta densidade populacional. Daí a importância do planejamento urbano. Não é apenas lotear e vender tudo a preços estratosféricos.
Um outro fato interessante sobre saúde nas cidades, é que nas áreas mais abastadas a população faz mais atividades físicas, do que em áreas menos privilegiadas. A mesma dinâmica ocorre em áreas mais seguras e menos seguras. Estudos holandeses demonstram que crianças com mais acesso a áreas verdes e atividades ao ar livre são mais ativas fisicamente, e, portanto, 40% menos propensas à obesidade. Além disso, soma-se o fato de que crianças com mais contato com a natureza mostram níveis de atenção mais altos na escola, quando comparada com crianças que não tem os benefícios dos espaços abertos.
Com relação à habitação, a má qualidade do ar interno, dos materiais de construção e a falta de manutenção influenciam na saúde dos moradores. É bom pensar nisso ao construir e ao manter sua casa.
Portanto, cidades compactas, baseadas em transporte público eficiente e aliado às áreas verdes e ciclovias podem oferecer um incrível aumento na nossa qualidade de vida. E também para o desenvolvimento sustentável.
Por fim, o consumo consciente tem um papel fundamental para a qualidade de vida nas cidades. Os resíduos são diminuídos e gastos e emissões do transporte de mercadoria podem ser também reduzidos. É de extrema importância adotar um estilo de vida mais simples, para se ter mais qualidade.
É fato que as autoridades locais têm o PODER E A RESPONSABILIDADE de regular e gerenciar as políticas urbanas, e programar estratégias e planejamento que são do interesse DA POPULAÇÃO.
Dá para concluir então que hoje, são as cidades e as autoridades (ou seja, quem leva o nosso voto) que determinam nossa qualidade de vida. Já parou para pensar nisso?
quinta-feira, 26 de janeiro de 2012
Festival Internacional de Filmes sobre Energia Nuclear Rio de Janeiro
Convite do Festival:
Gostaríamos de convidar pessoas e empresas conscientes para apoiar nosso Festival Internacional de Filmes sobre Energia Nuclear Rio de Janeiro (Uranium Film Festival) e as Mostras.
O Festival é o primeiro de cinema do Brasil e da América Latina especializado na temática nuclear: da mineração de urânio ao lixo atômico e riscos radioativos: um festival educativo para um futuro sem riscos radioativos!
A grande questão ambiental do Século 21 é Energia: Qual energia queremos para um planeta sustentável? Já antes de Fukushima foi claro: energia nuclear é perigosa. Mas, ainda 25 anos depois do grave acidente com césio-137 em Goiânia, existe uma grande desinformação sobre o complexo nuclear e os riscos radioativos.
No Rio de Janeiro, o próximo festival vai acontecer este ano, logo depois da Rio+20, na Cinemateca do MAM, 28 de junho a 14 de julho de 2012.
contato: info@uraniumfilmfestival.org
www.uraniumfilmfestival.org
Telefone:21 2507 6704
sábado, 21 de janeiro de 2012
A natureza é econômica
O que a natureza pode oferecer à sua cidade, para melhorar a qualidade de vida dos cidadãos? Muitas vezes, gratuitamente, e ninguém vê.
Este post é para aqueles que (ainda) acham que a natureza é um entrave ao desenvolvimento, ou ainda não compreenderam o porque de se associar o desenvolvimento humano à preservação do meio ambiente. Dá para acreditar que ainda existem exemplares deste tipo? Pois bem, vou apenas citar alguns exemplos citados no TEBB, relatório que trata da economia dos ecossistemas e biodiversidade (http://www.teebweb.org), e que ilustram como a natureza provê benefícios a um custo mais baixo do que soluções técnicas, e estão baseados nestes 3 princípios:
1)A natureza fornece mais de uma solução: Manter e aumentar o capital natural (recursos naturais) pode contribuir de forma significante para a qualidade de vida das cidades, como por exemplo, áreas verdes contribuem para conforto térmico, saúde pública, opções de lazer, além de ajudar a economizar energia.
2)Muitas vezes a população local (especialmente os mais necessitados) retira da natureza o seu sustento, como a pesca ou o cultivo de ervas medicinais ou a agricultura (são esses os chamados serviços dos ecossistemas). Só este fato já bastaria para que a natureza fosse mais respeitada. Estes serviços que os ecossistemas podem prover, ajudam na redução da pobreza.
3)Só porquê você não vê algo, não significa que não exista. Ou seja, você não vê como as inundações são reguladas pelos próprios elementos dos ecossistemas, naturalmente, em locais que ainda não estejam degradados. Ou seja, se as cidades brasileiras fossem melhor planejadas, talvez não houvessem tantas vítimas de desastres como inundações e deslizamentos. É culpa das pessoas, e não da natureza.
E os exemplos?
Na Índia, na cidade de Jaipur, com cerca de 3 milhões de habitantes, as autoridades estão aumentando as áreas verdes, como modo de reduzir superfície de escoamento e reposição de água no solo na época das monções, quando as chuvas e inundações são bastante comuns.
Na Austrália, as autoridades aumentaram a qualidade de vida plantando cerca de 400 mil árvores (e mantendo, porquê plantar é fácil), com o objetivo de regular o microclima, reduzir poluição e melhorar a qualidade do ar. Além disso é possível reduzir custos no uso do ar condicionado, e claro, tem a questão do sequestro de carbono.
No Vietnam, comunidades locais estão preservando os mangues nas regiões costeiras, onde mais de 70% da população é afetada por desastres naturais. A recuperação e preservação dos mangues é mais barata do que barreiras artificiais, e a proteção é mais eficiente.
Nas cidades, áreas verdes são responsáveis por diminuir a temperatura, especialmente no verão, e ainda melhoram a qualidade do ar, reduzem o potencial de inundações, valorizam a cidade e aumentam a qualidade de vida das pessoas.
E você? O que a natureza oferece que pode ajudar a melhorar a qualidade de vida da sua cidade?
Este post é para aqueles que (ainda) acham que a natureza é um entrave ao desenvolvimento, ou ainda não compreenderam o porque de se associar o desenvolvimento humano à preservação do meio ambiente. Dá para acreditar que ainda existem exemplares deste tipo? Pois bem, vou apenas citar alguns exemplos citados no TEBB, relatório que trata da economia dos ecossistemas e biodiversidade (http://www.teebweb.org), e que ilustram como a natureza provê benefícios a um custo mais baixo do que soluções técnicas, e estão baseados nestes 3 princípios:
1)A natureza fornece mais de uma solução: Manter e aumentar o capital natural (recursos naturais) pode contribuir de forma significante para a qualidade de vida das cidades, como por exemplo, áreas verdes contribuem para conforto térmico, saúde pública, opções de lazer, além de ajudar a economizar energia.
2)Muitas vezes a população local (especialmente os mais necessitados) retira da natureza o seu sustento, como a pesca ou o cultivo de ervas medicinais ou a agricultura (são esses os chamados serviços dos ecossistemas). Só este fato já bastaria para que a natureza fosse mais respeitada. Estes serviços que os ecossistemas podem prover, ajudam na redução da pobreza.
3)Só porquê você não vê algo, não significa que não exista. Ou seja, você não vê como as inundações são reguladas pelos próprios elementos dos ecossistemas, naturalmente, em locais que ainda não estejam degradados. Ou seja, se as cidades brasileiras fossem melhor planejadas, talvez não houvessem tantas vítimas de desastres como inundações e deslizamentos. É culpa das pessoas, e não da natureza.
E os exemplos?
Na Índia, na cidade de Jaipur, com cerca de 3 milhões de habitantes, as autoridades estão aumentando as áreas verdes, como modo de reduzir superfície de escoamento e reposição de água no solo na época das monções, quando as chuvas e inundações são bastante comuns.
Na Austrália, as autoridades aumentaram a qualidade de vida plantando cerca de 400 mil árvores (e mantendo, porquê plantar é fácil), com o objetivo de regular o microclima, reduzir poluição e melhorar a qualidade do ar. Além disso é possível reduzir custos no uso do ar condicionado, e claro, tem a questão do sequestro de carbono.
No Vietnam, comunidades locais estão preservando os mangues nas regiões costeiras, onde mais de 70% da população é afetada por desastres naturais. A recuperação e preservação dos mangues é mais barata do que barreiras artificiais, e a proteção é mais eficiente.
Nas cidades, áreas verdes são responsáveis por diminuir a temperatura, especialmente no verão, e ainda melhoram a qualidade do ar, reduzem o potencial de inundações, valorizam a cidade e aumentam a qualidade de vida das pessoas.
E você? O que a natureza oferece que pode ajudar a melhorar a qualidade de vida da sua cidade?
quarta-feira, 4 de janeiro de 2012
Retrospectiva 2011
Em 2011, as pessoas finalmente perceberam que não dá mais para ser indiferente com o lixo, então, todos passaram a fazer a separação do seu lixo em casa e mais importante, pararam de jogar lixo em qualquer lugar! As cidades estão ficando mais limpas, e quem ainda não aprendeu, acaba aprendendo pelo exemplo.
O Brasil voltou atrás na decisão de aprovar o novo Código Florestal, e agora estão trabalhando em aumentar as áreas de conservação ambiental. Novas leis de uso da terra sustentável estão sendo elaboradas, contemplando inclusive matéria-prima para biodiesel.
O povo está sendo consultado pelo governo, antes de decisões serem tomadas e empreendimentos iniciados. O orçamento de 2012 está sendo divulgado e terá que ser aprovado pelo povo.
Os desastres naturais como deslizamentos e inundações estão sendo solucionados pelas prefeituras, através de novos e inovadores planos de urbanização voltados para as pessoas e não para a especulação imobiliária ou comércio de veículos.
Belo Monte foi paralisada de vez.
A educação ambiental passou a ser disciplina obrigatória no ensino fundamental e médio.
As pessoas desenvolveram a consciência de não maltratar os animais e pensam seriamente em parar de comê-los...
Não se usam mais sacolas plásticas e as embalagens de produtos estão pouco a pouco se tornando biodegradáveis. O marketing agora é apenas voltado para a sustentabilidade e não apenas em vender e lucrar mais.
As áreas verdes das cidades foram muito bem preservadas este ano, e foram criadas outras, associadas com ciclovias. As bicicletas vem se tornando o principal meio de transporte, ao lado do transporte coletivo que está se tornando eficiente e ecológico.
As pessoas finalmente compreenderam que cada rio, árvore, animal, ecossistema, tem seu papel, e que eles prestam serviços indispensáveis à vida da humanidade.
A violência tem diminuído a olhos vistos, pois percebeu-se que sem respeito ao próximo não é possível se desenvolver de forma sustentável. Drogas foram proibidas e totalmente abolidas, e os dependentes estão recebendo tratamento gratuito, financiado por grandes multinacionais ou milionários que descobriram finalmente porquê tem tanto dinheiro.
A distribuição de renda no mundo está se tornando mais igualitária, e as guerras estão acabando. Agora a preocupação é dar condições de vida no mínimo satisfatórias para os países em desenvolvimento.
As mudanças climáticas se tornaram uma questão séria e todos se empenham em fazer seu papel para minimizar os impactos futuros.
Que planeta é esse, você deve estar pensando....
Bem, esta seria a retrospectiva que eu gostaria que tivesse sido exibida pela Globo no final de 2011... não seria bom?
O Brasil voltou atrás na decisão de aprovar o novo Código Florestal, e agora estão trabalhando em aumentar as áreas de conservação ambiental. Novas leis de uso da terra sustentável estão sendo elaboradas, contemplando inclusive matéria-prima para biodiesel.
O povo está sendo consultado pelo governo, antes de decisões serem tomadas e empreendimentos iniciados. O orçamento de 2012 está sendo divulgado e terá que ser aprovado pelo povo.
Os desastres naturais como deslizamentos e inundações estão sendo solucionados pelas prefeituras, através de novos e inovadores planos de urbanização voltados para as pessoas e não para a especulação imobiliária ou comércio de veículos.
Belo Monte foi paralisada de vez.
A educação ambiental passou a ser disciplina obrigatória no ensino fundamental e médio.
As pessoas desenvolveram a consciência de não maltratar os animais e pensam seriamente em parar de comê-los...
Não se usam mais sacolas plásticas e as embalagens de produtos estão pouco a pouco se tornando biodegradáveis. O marketing agora é apenas voltado para a sustentabilidade e não apenas em vender e lucrar mais.
As áreas verdes das cidades foram muito bem preservadas este ano, e foram criadas outras, associadas com ciclovias. As bicicletas vem se tornando o principal meio de transporte, ao lado do transporte coletivo que está se tornando eficiente e ecológico.
As pessoas finalmente compreenderam que cada rio, árvore, animal, ecossistema, tem seu papel, e que eles prestam serviços indispensáveis à vida da humanidade.
A violência tem diminuído a olhos vistos, pois percebeu-se que sem respeito ao próximo não é possível se desenvolver de forma sustentável. Drogas foram proibidas e totalmente abolidas, e os dependentes estão recebendo tratamento gratuito, financiado por grandes multinacionais ou milionários que descobriram finalmente porquê tem tanto dinheiro.
A distribuição de renda no mundo está se tornando mais igualitária, e as guerras estão acabando. Agora a preocupação é dar condições de vida no mínimo satisfatórias para os países em desenvolvimento.
As mudanças climáticas se tornaram uma questão séria e todos se empenham em fazer seu papel para minimizar os impactos futuros.
Que planeta é esse, você deve estar pensando....
Bem, esta seria a retrospectiva que eu gostaria que tivesse sido exibida pela Globo no final de 2011... não seria bom?
terça-feira, 6 de dezembro de 2011
Rio + 20... +40, +60?
Atualmente, eventos como a Rio + 20 chamam a atenção do mundo inteiro. E outros eventos secundários, como congressos e simpósios envolvendo o tema do meio ambiente acontecem todos os dias. Parece que as pessoas têm um enorme prazer em falar e discursar para platéias, e não tem o mesmo prazer em agir.
Assistindo ao evento Rio + 20: Avanços e Desafios, que aconteceu no Rio de Janeiro, no dia 23 de novembro, percebi que muitas palavras bonitas e de efeito foram pronunciadas, mas palavras e discursos bonitos não vão resolver problema algum.
Gostei que foi lançado o site em português da Rio + 20, www.rio20.info, para que mais brasileiros consigam acessar as informações do evento e participar das decisões, sejam envolvidos com alguma organização, seja sozinhos mesmo, enviando email para o pessoal do evento. Isto foi encorajado pelo Sr Sha Zukang, secretário geral da Rio + 20. Ele recomendou que a população adquira informação o mais que puder e participe, afinal, é um evento que vai delinear ações para todos. Portanto, não se omita. O Sr Sha Zukang também recomendou que propostas concretas sejam enviadas, com relação às áreas prioritárias tratadas pelo evento.
Fora isso, muito do que vi foram discursos bem escritos, mas fico em dúvida se o Brasil, as autoridades brasileiras, e também as autoridades estrangeiras estão de fato comprometidas com o meio ambiente, ou se no fundo, acham que é só mais um compromisso político na agenda.
O que quero dizer é que, enquanto existir gente poderosa que acha que o mundo é política e dinheiro, nós não teremos um lugar melhor para viver. Portanto, nossa obrigação como cidadãos do mundo, é pressionar, reclamar, exigir cada vez mais dos nossos representantes, para que eles cumpram o que é importante para a vida das pessoas. Fica o chamado, não se omita, se posicione, em qualquer aspecto da vida. A Rio + 20 só reflete a atitude das pessoas. Qualquer que seja o resultado deste evento, nada mais é o que o povo deixou que acontecesse, afinal de contas, a participação na Rio + 20 está sendo muito solicitada.
E outro ponto a ser considerado, quantas Rio + 20 serão ainda necessárias para que as pessoas consigam trabalhar pelo coletivo de uma vez?
Assistindo ao evento Rio + 20: Avanços e Desafios, que aconteceu no Rio de Janeiro, no dia 23 de novembro, percebi que muitas palavras bonitas e de efeito foram pronunciadas, mas palavras e discursos bonitos não vão resolver problema algum.
Gostei que foi lançado o site em português da Rio + 20, www.rio20.info, para que mais brasileiros consigam acessar as informações do evento e participar das decisões, sejam envolvidos com alguma organização, seja sozinhos mesmo, enviando email para o pessoal do evento. Isto foi encorajado pelo Sr Sha Zukang, secretário geral da Rio + 20. Ele recomendou que a população adquira informação o mais que puder e participe, afinal, é um evento que vai delinear ações para todos. Portanto, não se omita. O Sr Sha Zukang também recomendou que propostas concretas sejam enviadas, com relação às áreas prioritárias tratadas pelo evento.
Fora isso, muito do que vi foram discursos bem escritos, mas fico em dúvida se o Brasil, as autoridades brasileiras, e também as autoridades estrangeiras estão de fato comprometidas com o meio ambiente, ou se no fundo, acham que é só mais um compromisso político na agenda.
O que quero dizer é que, enquanto existir gente poderosa que acha que o mundo é política e dinheiro, nós não teremos um lugar melhor para viver. Portanto, nossa obrigação como cidadãos do mundo, é pressionar, reclamar, exigir cada vez mais dos nossos representantes, para que eles cumpram o que é importante para a vida das pessoas. Fica o chamado, não se omita, se posicione, em qualquer aspecto da vida. A Rio + 20 só reflete a atitude das pessoas. Qualquer que seja o resultado deste evento, nada mais é o que o povo deixou que acontecesse, afinal de contas, a participação na Rio + 20 está sendo muito solicitada.
E outro ponto a ser considerado, quantas Rio + 20 serão ainda necessárias para que as pessoas consigam trabalhar pelo coletivo de uma vez?
quarta-feira, 30 de novembro de 2011
Curso Educação Ambiental para Crianças - 2012
Estamos iniciando nossa programação de cursos em 2012, inicialmente com o curso "educação Ambiental para crianças", que contempla crianças de 3 a 9 anos, e envolve os seguintes temas gerais:
1) O contexto atual do mundo e os problemas ambientais
2) Valores, saúde e meio ambiente
3) Lixo: reciclagem e compostagem
4) Preservação ambiental e economia de recursos
Tudo é feito através de atividades práticas, como por exemplo, a montagem de uma composteira, ou montagem de mapa e maquetes, e outros pequenos trabalhos.
Este curso visa expandir a consciência ambiental da criança, complementando sua formação escolar. Nosso público alvo são escolas públicas e particulares, creches, projetos sócio-ambientais, e quem estiver interessado!
Interessados, entrem em contato via email: carvalhocm@gmail.com.
Nós vamos até você!
1) O contexto atual do mundo e os problemas ambientais
2) Valores, saúde e meio ambiente
3) Lixo: reciclagem e compostagem
4) Preservação ambiental e economia de recursos
Tudo é feito através de atividades práticas, como por exemplo, a montagem de uma composteira, ou montagem de mapa e maquetes, e outros pequenos trabalhos.
Este curso visa expandir a consciência ambiental da criança, complementando sua formação escolar. Nosso público alvo são escolas públicas e particulares, creches, projetos sócio-ambientais, e quem estiver interessado!
Interessados, entrem em contato via email: carvalhocm@gmail.com.
Nós vamos até você!
quinta-feira, 24 de novembro de 2011
A falta de auto-estima pode ser uma causa da crise ambiental hoje?
Que relação maluca é essa? Alguns devem estar se perguntando isso, não? Há uma sutil conexão entre a nossa auto-estima e o meio ambiente como ele está hoje. Já falei um pouco sobre isso quando abordei a questão da psicologia e o meio ambiente, em outro post deste blog.
Fui em uma excelente palestra sobre auto-estima, ministrada por Marli Medeiros, na organização Brahma Kumaris. O que foi dito na palestra, basicamente, é que nos dias de hoje, o comportamento humano esta deixando muito a desejar. Grande parte das pessoas parece que perdeu seu autocontrole. O resultado dessa perda é o vício, a dependência, a superficialidade nos relacionamentos, as doenças psicossomáticas, a violência. E o que causa a perda do autocontrole é a falta de auto-estima, ou seja, falta de auto-respeito (a sua noção de potencialidade pessoal), ou ainda falta de auto-valorização e auto-confiança. Quer dizer que as pessoas não acreditam em si mesmas e em seu potencial. Isso não é novidade.
Quando a autoestima está desequilibrada, nós temos uma noção errada de nós mesmos e acabamos por fazer coisas que não faríamos se estivéssemos em equilibrio. Quando não temos segurança, criamos uma falsa identidade, que pode se apresentar como um perfil que se impõe sobre os outros, ou um que se inferioriza diante dos outros. Ou seja, somos arrogantes, violentos, sujamos o meio ambiente, as ruas, as praias, tratamos mal as pessoas e os animais, fazemos qualquer coisa por dinheiro, ou nos omitimos. E daí para uma crise ambiental é apenas uma questão de tempo, não? Falta de respeito com o ambiente onde se vive, sugar os recursos naturais até não sobrar nada, dominar os outros, enfim, a lista efeitos da baixa auto-estima é imensa. O que causa um problema ambiental, senão a ganância, a falta de respeito, a violência, etc? E isso tudo começa dentro das pessoas, na sutil noção que cada um tem sobre seus próprios valores.
A falta de auto-estima é um dos maiores problemas do mundo, pois é o que gera todas as mazelas de que sofremos hoje. E como solucionar isto? Basicamente, devemos refletir sobre quais são os nossos valores hoje. São as posses? O status? Aparência física? Se a resposta for afirmativa para algum destes, a situação é preocupante.
Quando temos autoestima, sobrevivemos às crises, nosso sistema imunológico melhora, nos tornamos pró-ativos (e não pessoas que apenas reagem a tudo indiscriminadamente), somos perseverantes, criamos bons relacionamentos e ainda otimizamos os recursos, ou seja, nos tornamos econômicos, tanto no aspecto material como no mental. Uma pessoa com autoestima equilibrada doa, e não apenas toma. Generalizando, se fôssemos seres humanos com autoestima, o meio ambiente talvez não estivesse do jeito que está. As verdadeiras causas da crise ambiental são mais profundas do que imaginamos, não? Pensem nisso.
Fui em uma excelente palestra sobre auto-estima, ministrada por Marli Medeiros, na organização Brahma Kumaris. O que foi dito na palestra, basicamente, é que nos dias de hoje, o comportamento humano esta deixando muito a desejar. Grande parte das pessoas parece que perdeu seu autocontrole. O resultado dessa perda é o vício, a dependência, a superficialidade nos relacionamentos, as doenças psicossomáticas, a violência. E o que causa a perda do autocontrole é a falta de auto-estima, ou seja, falta de auto-respeito (a sua noção de potencialidade pessoal), ou ainda falta de auto-valorização e auto-confiança. Quer dizer que as pessoas não acreditam em si mesmas e em seu potencial. Isso não é novidade.
Quando a autoestima está desequilibrada, nós temos uma noção errada de nós mesmos e acabamos por fazer coisas que não faríamos se estivéssemos em equilibrio. Quando não temos segurança, criamos uma falsa identidade, que pode se apresentar como um perfil que se impõe sobre os outros, ou um que se inferioriza diante dos outros. Ou seja, somos arrogantes, violentos, sujamos o meio ambiente, as ruas, as praias, tratamos mal as pessoas e os animais, fazemos qualquer coisa por dinheiro, ou nos omitimos. E daí para uma crise ambiental é apenas uma questão de tempo, não? Falta de respeito com o ambiente onde se vive, sugar os recursos naturais até não sobrar nada, dominar os outros, enfim, a lista efeitos da baixa auto-estima é imensa. O que causa um problema ambiental, senão a ganância, a falta de respeito, a violência, etc? E isso tudo começa dentro das pessoas, na sutil noção que cada um tem sobre seus próprios valores.
A falta de auto-estima é um dos maiores problemas do mundo, pois é o que gera todas as mazelas de que sofremos hoje. E como solucionar isto? Basicamente, devemos refletir sobre quais são os nossos valores hoje. São as posses? O status? Aparência física? Se a resposta for afirmativa para algum destes, a situação é preocupante.
Quando temos autoestima, sobrevivemos às crises, nosso sistema imunológico melhora, nos tornamos pró-ativos (e não pessoas que apenas reagem a tudo indiscriminadamente), somos perseverantes, criamos bons relacionamentos e ainda otimizamos os recursos, ou seja, nos tornamos econômicos, tanto no aspecto material como no mental. Uma pessoa com autoestima equilibrada doa, e não apenas toma. Generalizando, se fôssemos seres humanos com autoestima, o meio ambiente talvez não estivesse do jeito que está. As verdadeiras causas da crise ambiental são mais profundas do que imaginamos, não? Pensem nisso.
terça-feira, 15 de novembro de 2011
Quanto sua cidade gasta com meio ambiente por ano?
Não faço idéia de quantas pessoas sabem que há uma estimativa orçamentária que cada prefeitura elabora para sua cidade a cada ano que passa. Bem, isso é fato. Há um orçamento sim, e para quem acha que tudo é feito escondido, não é bem assim. O orçamento está disponível para quem quiser ver, e ainda é discutido em audiências públicas. Ou seja, não participa quem não quer, pois a informação está aí para todos. Qualquer um pode ter acesso ao orçamento direcionado à saúde, meio ambiente, mobilidade urbana, etc, e observar se os programas estão de fato sendo cumpridos.
Aqui vão alguns exemplos de orçamento para o ano de 2012: A cidade de Niterói, Rio de Janeiro, disponibiliza para ações de meio ambiente a quantia de R$ 1.340.000,00, dos quais a maioria é para pagar salários. Já a cidade de São José dos Campos, São Paulo, disponibiliza R$ 46.000.000,00 para meio ambiente. A diferença de investimento é absurda, e as cidades tem quase o mesmo número de habitantes, cerca de 800.000.
Quem quiser continuar comparando, é só procurar na internet ou na prefeitura de sua cidade o orçamento de 2012, e pesquisar o que eles fazem com o dinheiro público. O poder que a população tem é muito maior do que ela imagina, basta ter vontade de procurar saber como as coisas são feitas e questionar.
Coloco aqui um resumo do orçamento em reais para a cidade de Niterói, na área de meio ambiente, para 2012 (total de R$ 1.340.000,00):
Administração: 1.214.000
Remuneração de pessoal e encargos sociais: 1.164.000
Oper. da Secret. Mun. Meio Ambiente, Rec Hídricos e Sustentabilidade: 50.000
Gestão ambiental: 126.000
Preservação e conservação ambiental: 105.000
Ambiente saudável para todos: 10.000
Implementação do projeto do parque ambiental de Itaipu: 10.000
Informação ambiental para todos: 90.000
Projeto Caminhos Geológicos: 10.000
Implementação do parque municipal da Água Escondida: 40.000
Manutenção do Parque Darcy Ribeiro: 40.000
Sustentabilidade: 5.000
Implementar ações de sustentabilidade: 5.000
Controle ambiental: 15.000
Ambiente Saudável para Todos: 10.000
Análise da área das praias: 1.000
Oper. Ações Licenciamento Ambiental/Convênios FEEMA: 9.000
Segurança Ambiental para todos: 5.000
Áreas ambientais monitoradas: 5.000
Recuperação de áreas degradadas: 6.000
Ambiente Saudável para Todos: 6.000
Reflorestamento de encostas: 1.000
Oper. Prog. Proteção meio ambiente quanto aos efeitos irradiações eletromagnéticas: 5.000
Lendo este orçamento, dá para questionar muita coisa. O que são os projetos de gestão ambiental que custam R$126.000? Quais áreas ambientais estão sendo monitoradas? E por R$5.000? Que tipo de monitoramento é esse? Foi feito algum reflorestamento de encostas em 2011? O que é esse controle ambiental e como é feito? E por aí vai.
Recomendo que as pessoas passem a buscar informações sobre como é gasto o dinheiro em sua cidade, e que questionem e proponham alternativas. É uma maneira de começar a participar das decisões de sua cidade e mudar para melhor.
Aqui vão alguns exemplos de orçamento para o ano de 2012: A cidade de Niterói, Rio de Janeiro, disponibiliza para ações de meio ambiente a quantia de R$ 1.340.000,00, dos quais a maioria é para pagar salários. Já a cidade de São José dos Campos, São Paulo, disponibiliza R$ 46.000.000,00 para meio ambiente. A diferença de investimento é absurda, e as cidades tem quase o mesmo número de habitantes, cerca de 800.000.
Quem quiser continuar comparando, é só procurar na internet ou na prefeitura de sua cidade o orçamento de 2012, e pesquisar o que eles fazem com o dinheiro público. O poder que a população tem é muito maior do que ela imagina, basta ter vontade de procurar saber como as coisas são feitas e questionar.
Coloco aqui um resumo do orçamento em reais para a cidade de Niterói, na área de meio ambiente, para 2012 (total de R$ 1.340.000,00):
Administração: 1.214.000
Remuneração de pessoal e encargos sociais: 1.164.000
Oper. da Secret. Mun. Meio Ambiente, Rec Hídricos e Sustentabilidade: 50.000
Gestão ambiental: 126.000
Preservação e conservação ambiental: 105.000
Ambiente saudável para todos: 10.000
Implementação do projeto do parque ambiental de Itaipu: 10.000
Informação ambiental para todos: 90.000
Projeto Caminhos Geológicos: 10.000
Implementação do parque municipal da Água Escondida: 40.000
Manutenção do Parque Darcy Ribeiro: 40.000
Sustentabilidade: 5.000
Implementar ações de sustentabilidade: 5.000
Controle ambiental: 15.000
Ambiente Saudável para Todos: 10.000
Análise da área das praias: 1.000
Oper. Ações Licenciamento Ambiental/Convênios FEEMA: 9.000
Segurança Ambiental para todos: 5.000
Áreas ambientais monitoradas: 5.000
Recuperação de áreas degradadas: 6.000
Ambiente Saudável para Todos: 6.000
Reflorestamento de encostas: 1.000
Oper. Prog. Proteção meio ambiente quanto aos efeitos irradiações eletromagnéticas: 5.000
Lendo este orçamento, dá para questionar muita coisa. O que são os projetos de gestão ambiental que custam R$126.000? Quais áreas ambientais estão sendo monitoradas? E por R$5.000? Que tipo de monitoramento é esse? Foi feito algum reflorestamento de encostas em 2011? O que é esse controle ambiental e como é feito? E por aí vai.
Recomendo que as pessoas passem a buscar informações sobre como é gasto o dinheiro em sua cidade, e que questionem e proponham alternativas. É uma maneira de começar a participar das decisões de sua cidade e mudar para melhor.
quinta-feira, 3 de novembro de 2011
Habitantes com péssimo hábito de descartar lixo em via pública, em São José dos Campos (SP)
Em uma caminhada no bairro Vila Adyanna, na cidade de São José dos Campos (localizada a cerca de 90km de São Paulo, no Vale do Paraíba), fiquei decepcionada com a quantidade de lixo jogada em ruas e praças, de um bairro de classe média alta. Isso desmistifica a idéia preconceituosa de que são os moradores de bairros periféricos que fazem sujeira em via pública, mas sim pessoas com pleno acesso à educação e à informação, às melhores escolas da cidade e com um bom poder aquisitivo. São estes que, da forma mais alienada possível, descartam seus resíduos em locais onde não faltam lixeiras. É só ver as fotos.
Esta primeira foto foi tirada na Praça Romão Gomes, Vila Adyanna. Só embalagens do Mcdonalds. Será que alguém de algum bairro distante foi fazer um lanche tão longe de casa? Ou é quem mora ali do lado? E não dá para ignorar o detalhe da lixeira a menos de 6 metros de distância.
Na Avenida Anchieta, garrafas de cerveja espalhadas.
Em um belo mirante da Avenida Anchieta, mais McDonalds, e garrafas. Na frente da lixeira!
Abaixo do mirante, o gramado se tornou um verdadeiro cinzeiro.
Ainda na pobre Avenida Anchieta degradada pelos habitantes joseenses, uma caçamba transbordando de lixo.
E por fim, em frente a um bar da mesma avenida, caixas de alimentos jogadas em meio às flores. Uma vergonha.
E aí, joseenses? A culpa não é da prefeitura não. Vamos melhorar o nível? Aprender a jogar o lixo no lugar certo? Não são todos os habitantes que fazem isso, ainda bem, mas esta minoria prejudica a qualidade de vida e o bem estar de todos.
Esta primeira foto foi tirada na Praça Romão Gomes, Vila Adyanna. Só embalagens do Mcdonalds. Será que alguém de algum bairro distante foi fazer um lanche tão longe de casa? Ou é quem mora ali do lado? E não dá para ignorar o detalhe da lixeira a menos de 6 metros de distância.
Na Avenida Anchieta, garrafas de cerveja espalhadas.
Em um belo mirante da Avenida Anchieta, mais McDonalds, e garrafas. Na frente da lixeira!
Abaixo do mirante, o gramado se tornou um verdadeiro cinzeiro.
Ainda na pobre Avenida Anchieta degradada pelos habitantes joseenses, uma caçamba transbordando de lixo.
E por fim, em frente a um bar da mesma avenida, caixas de alimentos jogadas em meio às flores. Uma vergonha.
E aí, joseenses? A culpa não é da prefeitura não. Vamos melhorar o nível? Aprender a jogar o lixo no lugar certo? Não são todos os habitantes que fazem isso, ainda bem, mas esta minoria prejudica a qualidade de vida e o bem estar de todos.
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